Entre 2023 e 2026, o governo Ronaldo Caiado ampliou a rede pública de saúde com oito hospitais e seis policlínicas regionais. O investimento inicial foi estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão, oriundo majoritariamente do Tesouro estadual, já que os repasses federais sofreram queda significativa no período. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) é responsável pela execução e manutenção do programa, que buscou descentralizar o atendimento e reduzir a pressão sobre a capital.
Apesar da inauguração das unidades, o financiamento insuficiente comprometeu a plena operação. Hospitais recém-criados enfrentaram sobrecarga de pacientes e déficit de profissionais, já que a contratação não acompanhou a expansão. Além disso, houve falhas na logística de insumos e medicamentos, com relatos de escassez em regiões mais distantes. As filas para cirurgias eletivas permaneceram longas, evidenciando que a regionalização não se traduziu em acesso efetivo.
Gestores municipais também criticaram a centralização das decisões, apontando falta de autonomia para adaptar políticas às necessidades locais. A ausência de programas robustos de prevenção e acompanhamento pós-pandemia reforçou a percepção de que a estratégia priorizou obras visíveis, mas deixou lacunas na gestão cotidiana.
(Fontes: Jornal Opção; Deminutoaminuto.com.br)