A greve dos trabalhadores da saúde em Diadema está em andamento, com revezamento nos dias de paralisação para evitar a desassistência à população, conforme informou Almir Mizito, presidente do SindSaúde ABC. “O momento é crítico para os trabalhadores da saúde em Diadema. Estamos respeitando a lei durante a paralisação e procurando garantir que a população não fique desassistida”, afirmou.
A mobilização envolve profissionais vinculados à SPDM e é motivada por atrasos no pagamento de verbas referentes ao dissídio coletivo de 2025, cujos retroativos deveriam ter sido pagos em maio daquele ano. Entre os valores atrasados estão reajuste salarial, auxílio-creche, vale-refeição retroativo, diferenças no FGTS e retroativos sobre férias.
A prefeitura de Diadema solicitou e obteve uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), marcada para hoje, terça-feira, 30, às 16h. Segundo representantes do movimento, o município conseguiu o bloqueio judicial de cerca de R$ 2,5 milhões para garantir o pagamento das verbas devidas aos trabalhadores.
“O impacto é direto no bolso das famílias dos funcionários. Todos os prefeitos sempre cumpriram os acordos com a SPDM, o Taka é o primeiro prefeito que não cumpre”, criticou Almir Mizito, presidente do SindSaúde ABC, referindo-se à atual gestão municipal. O valor bloqueado corresponde à soma das verbas trabalhistas pendentes.
O sindicato informou que a audiência no TRT será o próximo marco do impasse e que, caso haja novidades, retornará à imprensa com atualizações sobre eventual acordo, cronograma de pagamento e suspensão ou manutenção da greve. A prefeitura afirmou que se pronunciará após a reunião de conciliação.
Enquanto isso, os trabalhadores mantêm a mobilização, buscando garantir seus direitos sem prejudicar o atendimento à população, em um cenário de tensão e expectativa pela resolução do conflito. A SPDM, responsável pela gestão dos profissionais, ainda não divulgou posicionamento oficial além das tratativas com a categoria.